terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
RADIALISTA: UM SOLITÁRIO FALANDO PARA MULTIDÕES!
Todos os dias, no mesmo horário, faça chuva ou sól, o radialista cumpre seu horário. O ouvinte nem tem noção onde mora esse profissional, os problemas que deixou em casa, se tomou ou não café da manhã ou como conseguiu chegar até ao local do trabalho. Impressionante como o ouvinte passa a ter enorme identificação com o radialista, mas ao mesmo tempo vive outra realidade pessoal, outro mundo como se diz.
O radialista é como aquele palhaço do circo, que independentemente de seu estado emocional, tem que fazer o público rir. O radialista tem que passar vida, contagiar quem está do outro lado, sob pena de ser visto como incompetente e perder o emprêgo. Conheço o mundo da radiofonia…conheço o universo destes sonhadores, que amam o que fazem.
Assim convido os ouvintes para uma reflexão sobre essa notável atividade, sedutora e ingrata ao mesmo tempo. Sedutora porque toca o ego do profissional – quando está em atividade – e ingrata quando ele – por qualquer motivo – fica fora do ar.
Radialista sem microfone para falar e como um palhaço sem um picadeiro, peixe sem água, passarinho sem asa. O microfone é o oxigênio do radialista. Sem ele, vai definhando…perde o prazer pela vida e morre de tristeza, hoje chamada de depressão. Conheci muitos deles por aí que não resistiram e partiram para outras blumas.
Se eu fosse Presidente da República criaria uma lei especial: TODO RADIALISTA TEM DIREITO A UM MICROFONE …PARA TORNAR O MUNDO MAIS FELIZ"
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A flor da honestidade
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula :
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura. E a filha respondeu :
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz. À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio :
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China. A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc... O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se
preocupar com o resultado. Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor
- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam , possamos ser luz para aqueles que nos cercam .
- Aproveitem e leiam : Ef 5.9 ( pois o fruto da luz está ....) e Mt 5.16 (Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para ...)
AMOR NA LATINHA
Dois irmãozinhos maltrapilhos, um de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo comida de porta em porta.
Depois de muitas portas na cara, acabaram ganhando uma latinha de leite condensado.
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O maior fez um furo na latinha, levou-a à boca, sorveu só uma gotinha e passou a lata para o menor.
- Agora é a sua vez.
O pequeno chupava o leite condensado com um prazer indescritível.
Para evitar que ele bebesse muito depressa, o maior tomava-lhe a lata e dava à entender que ia beber à vontade, mas, só molhava os lábios, para deixar mais leite para o caçula.
- Agora é a sua vez. Só um pouquinho, heim...
Quando o leite acabou, o mais velho começou a cantar, a sambar e a jogar futebol com a lata vazia. Estava radiante.
O estômago vazio, mas o coração cheio de alegria.
E recomeçaram sua caminhada de porta em porta.
A ninguém devais coisa alguma,
senão o amor recíproco.
Romanos 13.8
O círculo do amor – A história de Bryan
Ele quase não viu a senhora com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou o seu carro e se aproximou.
O carro dela cheirava à tinta de tão novinho.
Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora.
Ele iria aprontar alguma coisa? Ele não parecia seguro; parecia pobre e faminto.
Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse: “- Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan".
Bem, tudo o que ela tinha era um pneu furado, mas, para uma senhora, era ruim o bastante.
Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas, ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de St. Louis e só estava de passagem por ali. Disse que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.
Bryan apenas sorriu, enquanto se levantava.
Ela perguntou quanto devia (qualquer quantia teria sido muito pouco para ela). Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.
Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu:
“- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisa”. E acrescentou: “... e pense em mim”. Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.
Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante um tanto sujo. A cena inteira era estranha para ela.
A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso. Um sorriso que, mesmo depois de um dia inteiro de trabalho com os pés doendo, não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco na vida podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Bryan.
Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. Já tinha partido, quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de cem dólares.
Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora havia escrito.
Dizia: “Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma eu a estou ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar, não deixe este círculo de amor terminar em você”.
Bem. Havia mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir. Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixara escrito.
Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil. Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
“- Tudo ficará bem, meu amor. Eu te amo Bryan”.
Pense nisso, e não feche esse círculo de amor.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A APOSTA DO SOL E DO VENTO
Numa tarde fria, o sol e o vento fizeram uma aposta para ver qual dos dois seria capaz de, no menor tempo possível, arrancar de um homem um longo casaco que ele estava usando.
O primeiro a tentar foi o vento, pois acreditava que com sua poderosa força facilmente iria ganhar a aposta, porém, quanto mais ele soprava sobre o homem, mais o homem se encolhia e se agarrava ao seu casaco.
O sol, na sua vez, tão somente aqueceu aquele homem, e ele, espontanea e rapidamente, retirou seu casaco.
"Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos" - Zacarias 4.6.
A CONFUSÃO DE TOMAZ EDISON

Um menino, parcialmente surdo, retornou um dia da escola trazendo uma nota dos diretores, sugerindo que os pais o retirassem dali, porque ele era "um garoto confuso da cabeça, que não conseguia aprender".
A mãe, ex-professora, propôs-se ela mesma ensinar o filho em casa: "Meu filho não é confuso nem incapaz de aprender" - disse ela, indignada.
Quando Tomaz Edison morreu, muitos anos mais tarde, todas as pessoas dos Estados Unidos lhe reverenciaram, desligando as luzes do país por um minuto.
Ele estudou e trabalhou com afinco no aperfeiçoamento de diversos dispositivos, como o telefone, por exemplo, e patenteou mais de 1.000 invenções suas, entre as quais, a lâmpada elétrica e o fonógrafo.

A perseverança daquela mulher e daquele menino mudaram os nossos hábitos e influenciaram o mundo de forma profunda e permanente.
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Os sete pecados capitais-ilustração.
- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.
- Mas quem são vocês? Pergunta a mulher.
- Eu sou a PREGUIÇA responde o homem másculo. Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.
- Como você pode ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? Indagou a mulher.
- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos. Com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.
- Uma mulher curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:
- Eu meus filhos, sou a LUXÚRIA.
- Não é possível! Diz o homem. Você não pode atrair ninguém com esta feiúra.
- Não há feiúra para a luxúria filhos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta, e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.
- Um mal cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:
- Eu sou a COBIÇA. Por mim muitos já mataram. Por mim muitos já abandonaram famílias e pátria. Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente, por mais rico que pareça, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim, me verás desta forma. Porque a cobiça está tanto dentro do pobre quanto do rico.
- E eu sou a GULA! Disse uma lindíssima mulher, com o corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de formas e movimentos.
Assustaram-se os donos da casa, e a mulher disse:
- Sempre imaginei que a gula fosse gorda!
- Isso é o que vocês pensam. Responde ela. Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta. Quem tem a mim não se apercebe. Mostro-me sempre disposta a ajudar àqueles que querem fazer regimes, mas na verdade faço tudo ir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo. Também por mim muitas famílias destruíram-se em busca da luxúria.
- Sentado em uma cadeira, num canto da casa, um senhor também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimento suave disse:
- Eu sou a IRA! Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.
- Ira? Parece mais um vovô que todos gostaríamos de ter, diz a dona da casa.
- E a grande maioria me tem, responde o vovô. Mato com crueldade. Provoco brigas horríveis que destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim. Posso estar em qualquer lugar, e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar no... aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas, sem me manifestar, provocando úlceras, cânceres, e as mais temíveis doenças.
- Eu sou a INVEJA! Faço parte da história do homem desde a sua aparição. Diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.
- Como inveja se és rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? Disse a mulher da casa.
- Há os que são ricos; os que são poderosos; os que são famosos; e os que... não são nada disso. Mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Pois felicidade depende de amor, e isso é o que mais carecem na humanidade. Por causa de mim muita destruição já houve, mortes e sofrimento. Onde eu estou, está também a tristeza.
Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, características das crianças. Sua face de delicados traços mostrava a plenitude da juventude. Olhos vívidos e enigmáticos parecia estar alheio aos acontecimentos. Quando foi indagado pelo dono da casa:
- E você garoto? O que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?
- O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:
- Eu sou o ORGULHO!
- Orgulho? Mas você é apenas uma criança, tão inocente quanto todas as outras.
O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e então ele disse:
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo. Mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos aqui. Quer brincar comigo?
A preguiça interrompe a conversa e diz:
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.
O homem da casa responde:
- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.
O casal se dirige para seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.
- Então? Pergunta a gula.
- Ante expectativa geral respondem: Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.
O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.
Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta:
- Hei! Vocês vão embora também?
O menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:
- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha...
- Pois onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.
- Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhes convir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto.
- Onde não há orgulho não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.
- Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições, e jamais admitem que o são. Arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.
- Onde não há orgulho não há ira, pois os irosos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação. São incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado, e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.
- Onde não há orgulho não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for. Precisam constantemente superar os demais nas conquistas. Não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor à vida. Adeus!
Saíram todos sem olhar para traz. E ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto. E como haviam se livrado dessas imperfeições morais o casal desintegrou-se, pois adquiriram condições de galgar a mundos melhores ”.
O ser humano vem buscando, ao longo dos séculos, um rumo capaz de lhe oferecer a paz interior. A educação recebida não conseguiu lograr esse objetivo e a maioria das pessoas continua sem saber quem era e para que veio. Essa busca incessante tem conduzido a humanidade angustiada a aceitar fórmulas simplórias e miraculosas de alegrias fictícias e passageiras, que em nada tem contribuído para o aperfeiçoamento espiritual, e permanecemos sem uma direção segura para nossos ideais de felicidade.
Na ânsia de vermos resolvidos os nossos problemas, abdicamos do uso da razão, por isso tantos acorrem para ver santas em vidraças; filas se formam às portas de benzedores milagrosos; romarias se organizam para visitar grutas onde santos foram “vistos”; pessoas que freqüentam templos de várias correntes religiosas diferentes ao mesmo tempo, etc.
A solução definitiva para resolver essas questões humanas passa pelo “conhece-te a ti mesmo” e pelo trabalho realizado no desenvolvimento das virtudes. Necessitamos entender que a felicidade depende do equilíbrio entre a razão e o sentimento, pois são as “asas” que nos farão alçar vôos maiores. O “amai-vos e instruí-vos” é a condição primordial de todo projeto de paz interior. Sem eles jamais lograremos atingir um estado superior de espiritualidade.
Jesus disse que a felicidade não é deste mundo, referindo-se à felicidade plena, mas concitou-nos a buscar a felicidade relativa, que consiste na paz interior – a consciência tranqüila. Para termos consciência tranqüila necessitamos domar nossas imperfeições morais. Mas como domá-las se não temos consciência que as possuímos?
A cardeneta Vermelha
O carteiro estendeu o telegrama. José não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga apareceu-lhe na testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas:
- Seu pai faleceu. Enterro 18horas. Mamãe.
José continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho? Com pensamentos que lhe confundia, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi. No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo, era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada, ela sabia que pai e filho não se davam bem. A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa. Refez sua vida na medida do possível... O velório: poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelhas - como as que o pai gostava de cultivar. José não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido um estranho.
Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo os netos e esposa para conhecê-la. Agora, ele poderia voltar a casa, porque aquele que não o amava não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida, a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão...
- Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes... Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, colocou a não no bolso e sentiu o presente, uma caderneta de capa vermelha. Abriu-a, curioso. Páginas amareladas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:
"Nasceu hoje o José. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!".
"Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue".
Outra página - "José me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras". "É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso; entretanto, devo educá-lo para seu próprio bem. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo".
José fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira,os amigos tinham ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile. Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam para o cemitério.
As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado. O "velho" escrevia de madrugada. Momento da solidão, em um grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde. E, no entanto, agora José estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor. A ultima pagina.
Aquela do dia em que ele havia partido:
- "Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem? Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser o pai que ele merecia ter".
Depois, não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido naquele momento, José fechou depressa a caderneta, o peito doía. O coração parecia haver crescido tanto que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.
O dia amanhecia."Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranqüilos!" - certa vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia refletido na profundidade que ela continha, pois na sua cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas. Devemos valorizar cada segundo de nossa existência, pois Jesus nos colocou nas mãos de quem somente Ele confia para criar Suas jóias raras e preciosas...Somos valiosos para Deus...
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Haja o que houver estarei sempre com você!!
Comece de novo!
Se você fez planos que não deram certo, Se você tentou dar o melhor de si e não há mais o que tentar,Se você falhou consigo mesmo sem saber porquê, Comece de novo.
Se você contou aos seus amigos o que planejava fazer, Se você confiou neles e eles não o apoiaram, Se agora você está sozinho, só podendo contar consigo mesmo, Comece de novo.
Se você falhou com seus familiares, Se agora você já não é tão importante para eles, Se eles perderam a confiança em você, Se você se sente um estranho em seu próprio lar, Comece de novo.
Se você orou a Deus, respeitando sempre a vontade Dele, Se você orou e orou e ainda se sente infeliz, Se você quer parar, sentindo que atingiu seu limite, Comece de novo.
Se você está certo de que está acabado e quer desistir, Se você chegou ao fundo do poço, Se você tentou e tentou e não conseguiu subir, Comece de novo.
Se os anos passam tão depressa e os sucessos são poucos, Se chega dezembro e você se sente triste,Deus dá um novo janeiro a você. Comece de novo.
Começar de novo significa: "Vitórias alcançadas"Começar de novo significa: "Uma corrida bem feita"Começar de novo significa: "Deus sempre vencerá!"
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Mão Amiga
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